Em contraste com a queda de 7,8% nos negócios com as montadoras, a indústria de autopeças projeta ampliar em 5,1% as exportações este ano e manter estáveis as vendas para o mercado de reposição. De acordo com levantamento divulgado na quinta-feira, 7, pelo Sindipeças, as exportações devem crescer 5,1%, de US$ 7,56 bilhões para US$ 7,95 bilhões, enquanto as importações cairão de US13,15 bilhões para US$ 11,97 bilhões, com redução de 28% no saldo negativo da balança comercial – US$ 4 bilhões em 2016, ante os US$ 5,6 bilhões de 2015.
Pelos dados do Sindipeças, o setor encerrará este ano com faturamento de R$ 63 bilhões, valor 4,5% inferior ao do ano passado (R$ 66 bilhões). A participação das montadoras na receita total cairá de 58% para 56%, enquanto a das exportações subirá de 17,1% para 19,1% e a do aftermarket de 21% para 22%. Os negócios intrassetoriais terão participação reduzida de 3,9% para 2,9% no comparativo anual.
Considerando as participações previstas, os negócios no mercado de reposição deverão manter-se estáveis em R$ 13,8 bilhões. Já as vendas para as montadoras serão reduzidas de R$ 38,3 bilhões em 2015 para R$ 35,3 bilhões este ano. As exportações, dessa forma, serão decisivas para o setor registrar queda no faturamento total bem inferior à do mercado automotivo, estimada em 19% pela Anfavea.
Futuro – o antecipar parte desses números no Seminário AutoData Revisão das Perspectivas 2016, realizado em junho em São Paulo, o presidente do Sindipeças, Dan Ioschpe, revelou para a entidade projeta para este ano queda de 13% na produção de veículos, acima, portanto, dos 5,5% estimados pela Anfavea. Mas disse acreditar que a partir da virada do ano o setor poderá iniciar um processo de recuperação.
“Achamos que em 2017 os dados macroeconômicos serão mais positivos, com o fim da alta do desemprego, inflação mais baixa e consequentemente juros menores. Se não houver grandes erros poderemos ter retomada já a partir da virada do ano.”
A entidade acredita, assim, em pequena recuperação em 2017, com alta de 2,7% no faturamento nominal da indústria de autopeças, que subiria para R$ 64,7 bilhões. As exportações devem continuar crescendo no ano que vem, atingindo US$ 8,42 bilhões, e as importações tendem a cair mais um pouco, beirando os US$ 11,6 bilhões.
Com relação aos investimentos, as projeções do Sindipeças indicam que as 460 empresas associadas devem investir US$ 414 milhões este ano, valor 25,1% inferior ao de 2015. Para 2017 o aporte programado é similar ao deste ano, na faixa de US$ 411 milhões. No que diz respeito à mão-de-obra a projeção é de o setor encerrar o ano com 164 mil empregados, nível 4,4% inferior ao apresentado no final de 2015. A queda do número de empregos, segundo o Sindipeças, só não é maior pela utilização de instrumentos como banco de horas, férias coletivas, redução de jornada e salário e o PPE, Programa de Proteção ao Emprego.
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